Nova bolsa quer intermediar 75% das vendas à vista

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Criado por iniciativa de seis comercializadoras e tendo recebido a
adesão de outras seis antes mesmo de iniciar suas operações, o Balcão
Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) começa a funcionar em
janeiro com uma meta ambiciosa. Seus integrantes querem que passem por
ele 75% das negociações para a venda de energia no mercado à vista e 10%
dos contratos de médio prazo (para fornecimento em até 12 meses).

De acordo com o presidente do BBCE, Flávio Cotellessa, a ideia é
oferecer um ambiente de maior liquidez, segurança e transparência para
os negócios envolvendo geradores, consumidores livres e
comercializadores. O investimento para a criação da nova empresa foi de
R$ 12 milhões.

Os agentes continuarão atuando com autonomia, sem vinculação ao BBCE,
mas ele servirá como plataforma eletrônica de negócios, dando mais
agilidade e reduzindo custos. A meta é começar negociando 2.000
megawatts médios por mês, até meados de 2012, e alcançar 4.546 MW médios
em 2013. Para 2016, se o plano der certo, o BBCE terá sob seu
guarda-chuva 5.384 MW médios.

Segundo Cotellessa, é comum que consumidores livres busquem pelo menos
três cotações diferentes antes de fechar um contrato. No novo balcão de
negócios, as ofertas de compra e venda estarão disponíveis
simultaneamente para todos os agentes, acirrando a concorrência. “A
nossa previsão é cortar dois terços do tempo gasto pelos agentes”,
afirma. A formalização dos negócios será imediata, com validade jurídica
e baseada no contrato-padrão da Associação Brasileira dos
Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel).

O BBCE fará concorrência à Brix, bolsa de energia de Eike Batista e
outros três empresários, que começou a funcionar em julho. O BBCE foi
fundado por seis comercializadoras: Comerc, CMU, Delta, Ecom, Sol
Energias e Capital e Energia. Aderiram, em seguida, outras seis:
Tradener, Bolt, Kroma, Diferencial, Safira e Nova Energia.

Quatro empresas geradoras, cujos nomes são mantidos em
confidencialidade, estão em processo de adesão. A ideia é chegar a 60
acionistas até o fim de 2012. Para fazer negócios no balcão, entretanto,
não é preciso ser acionista do BBCE. “Somos uma empresa do mercado para
o mercado”, diz Cotellessa.

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