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Saiba por que a América Latina tem uma taxa de retorno de investimento em energia solar superior a outras regiões

Autor:
Canal Energia

O Brasil lidera o ‘boom’ da energia verde na América Latina, com 27 gigawatts de usinas solares e eólicas em larga escala em funcionamento, e outros 217 gigawatts esperados até 2030, impulsionado por investimentos em projetos solares em grande escala.

Em constante crescimento, a energia solar fotovoltaica já é uma realidade em todo o mundo e vem conquistando espaço expressivo no mercado de fontes renováveis. No ano passado, a fonte alcançou 1 TW de capacidade instalada no mundo, uma marca histórica que representa o exponencial crescimento de interesse nessa matriz, visto que há 20 anos o mundo contava com apenas 2 GW globais. Atualmente, a energia solar responde por um terço da energia renovável global em capacidade instalada. A projeção é que em 2025 a capacidade dobre novamente, superando os 2 TW, se o mercado crescer conforme o esperado.

O mercado de geração solar da América Latina tem seu desempenho puxado principalmente pelo Brasil, segundo a SolarPower Europe, tendo instalado 10,9 GW de capacidade solar em 2022. Dados da Absolar mostram que em janeiro deste ano, a energia fotovoltaica alcançou um incrível marco, ocupando a segunda posição na matriz elétrica brasileira, ultrapassando a eólica e ficando atrás apenas da fonte hídrica, totalizando aproximadamente 24 GW de potência instalada.

Todo esse potencial somado gera cada vez mais interesse por parte dos fundos de investimento no mercado de geração social, uma vez que o retorno dos investimentos feitos tem se mostrado lucrativo e sustentável. Apesar de apresentar variações, o retorno deste tipo de investimento gira em torno de 25% ao ano, considerando que o setor já movimentou cerca de R$ 125 bilhões em investimentos e mais de R$ 39 bilhões em arrecadação de tributos.

A atratividade de se investir em energia solar pode ser explicada pelo cálculo do payback (ou retorno) de um sistema fotovoltaico. Para isso deve-se levar em consideração o investimento total realizado e a geração média mensal do sistema fotovoltaico (produção de energia em kWh). Se fizermos uma estimativa nacional, o tempo de retorno do investimento pode variar bastante, entre 5 e 8 anos.

Portanto, como estes sistemas possuem mais de 25 anos de vida útil, perceba que mesmo que o sistema se pague em 8 anos, serão muitos de geração de energia em lucro. Como o retorno depende dos fatores como a tarifa da energia elétrica da cidade, o fornecedor contratado e o tamanho do sistema a ser instalado, cada caso precisa ser estudado individualmente, podendo assim variar bastante o tempo e valor do retorno do investimento.

América Latina: Brasil

Diferente de outras regiões, a América Latina tem experimentado um crescimento significativo no mercado de energia solar devido a diversos fatores. A crescente demanda por energia limpa, combinada com a disponibilidade de recursos solares abundantes na região, tem impulsionado o desenvolvimento de projetos solares em grande escala. Os projetos, que incluem instalações planejadas e em construção, vão expandir em mais de 460% a produção de energia solar e eólica, destaca o estudo da Global Energy Monitor (GEM), uma organização sem fins lucrativos. Os pesquisadores deste estudo destacaram também que a América Latina lançará projetos de energia solar e eólica em larga escala para gerar mais de 319 gigawatts, o equivalente a cerca de 70% da capacidade regional de todas as fontes de geração de energia combinadas na atualidade.

Além disso, políticas governamentais favoráveis, como leilões de energia renovável e incentivos financeiros, têm estimulado o investimento nesse setor. A ascensão da América Latina no mercado de energia solar reflete uma mudança global em direção a fontes de energia mais sustentáveis e renováveis. No Brasil, diversos fatores influenciam o preço da energia solar. Entre eles estão: a disponibilidade e custo dos equipamentos solares, a eficiência e escala dos projetos, os custos de instalação e manutenção, a infraestrutura de transmissão e distribuição, os incentivos governamentais e a taxa de retorno do investimento. Além disso, fatores macroeconômicos, como a variação cambial e os custos de financiamento, também podem afetar o preço final da energia solar.

O país já oferece diversos atrativos e vantagens para investir no setor de energia solar. Entre eles estão: o excelente recurso solar, que proporciona alto potencial de geração de energia; um mercado regulatório favorável, com políticas de incentivo e leilões de energia renovável; um grande mercado consumidor com demanda crescente por energia limpa; a possibilidade de redução significativa dos custos de energia a longo prazo; e a oportunidade de contribuir para a sustentabilidade ambiental e redução das emissões de carbono.

O Brasil lidera o ‘boom’ da energia verde na América Latina, com 27 gigawatts de usinas solares e eólicas em larga escala em funcionamento, e outros 217 gigawatts esperados até 2030, impulsionado por investimentos em projetos solares em grande escala. Por isso, o cenário da energia solar no país para os próximos anos é bastante promissor. A demanda por energia solar continuará crescendo devido à conscientização sobre os benefícios ambientais e econômicos dessa fonte de energia. Além disso, avanços tecnológicos e redução de custos tornarão a energia solar ainda mais competitiva, consolidando sua posição como uma das principais fontes de energia no país.

Retorno sobre o investimento (ROI)

Para se compreender o benefício obtido pela aquisição de um sistema de energia fotovoltaica pode ser realizado um cálculo usando indicadores financeiros como o Payback Period (período de retorno), Return on Investment (retorno sobre o investimento) e o Net Present Value (valor presente líquido). Esses cálculos levam em consideração o custo do sistema fotovoltaico, os custos operacionais, a economia gerada pela redução dos gastos com energia elétrica e outros fatores relevantes, além do tempo de vida útil do sistema e as variações na tarifa de energia ao longo do tempo, como exemplificado anteriormente, para obter uma análise precisa do retorno do investimento.

De modo simples, para calcular qual a taxa de retorno anual ao se investir em um sistema de energia fotovoltaica, basta verificar qual é a proporção entre a economia obtida anualmente através do sistema e o investimento realizado.

Assim, sua rentabilidade será dada por: Rentabilidade = Economia (R$2.815,00) / Investimento (R$18.000,00) = 15,6%

Ou seja, neste exemplo, é possível ter uma rentabilidade mínima de 15,6% com um investimento de baixo risco, visto que as projeções de geração do sistema dependem apenas de condições climáticas e são baseadas em médias históricas.

Contudo, para que se promova a transição para uma matriz energética mais sustentável, tanto do Brasil quanto de outras regiões, é necessária uma conscientização profunda destes fatores mencionados para evitar equívocos comuns e impulsionarmos o crescimento desse mercado que só tende a trazer benefícios para o planeta.

Vinicius Gibrail é Diretor Geral Latam da Array

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