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América Latina tem potencial de ser influente em energia global, aponta AIE

Autor:
Canal Energia

Para cumprir promessas o financiamento de projetos de energia limpa precisa dobrar até 2030 para US$ 150 bi e quintuplicar até 2050.

A incerteza geopolítica e aceleração das transições energéticas formam um cenário, uma disponibilidade de recursos energéticos e minerais, bem como um histórico de liderança em energia limpa posicionam a América Latina e o Caribe para desempenhar um papel cada vez mais influente no setor energético global. Essa é a avaliação da Agência Internacional de Energia que lançou a primeira versão do relatório Latin America Energy Outlook, derivado do tradicional relatório global de perspectivas para o setor.

De acordo com a AIE, os países em análise já têm um dos setores de eletricidade mais limpos do mundo, oferecendo perspectivas para futuras indústrias de energia limpa. As renováveis, lideradas pela hidrelétrica, geram 60% da eletricidade da região, o dobro da média global, enquanto alguns dos melhores recursos eólicos e solares do mundo podem ser encontrados em países como Brasil, México, Chile e Argentina.

Contudo, há uma lacuna substancial na implementação de políticas. Dezesseis dos 33 países da região se comprometeram a atingir emissões líquidas zero até meados do século ou antes disto, e a maioria apresentou Contribuições Nacionalmente Determinadas mais ambiciosas vinculadas ao Acordo de Paris de 2015. No entanto, com as configurações políticas atuais, a região deve continuar usando combustíveis fósseis para atender a uma grande parte de suas necessidades energéticas, especialmente para o transporte rodoviário, enquanto progresso em transições para energia limpa deve permanecer limitado.

Mas, se as promessas anunciadas pelos países forem cumpridas, a América Latina e o Caribe veriam as energias renováveis atenderem a toda a nova demanda de energia nesta década. Isso permitiria que as exportações de petróleo aumentassem em quase 2 milhões de barris por dia até 2030, diversificando o suprimento global e aumentando as receitas.

E ainda, os recursos renováveis competitivos também impulsionariam a produção de hidrogênio de baixo custo e baixas emissões, que pode ajudar a descarbonizar a indústria pesada e o transporte de carga em âmbito nacional e internacional. Sendo que a produção de biocombustíveis aumentaria, e no longo prazo as receitas vindas de minerais críticos dobrariam para quase US$ 200 bilhões, superando as dos combustíveis fósseis.

O investimento na região também precisa crescer substancialmente, segundo o relatório. Para cumprir essas promessas, o financiamento de projetos de energia limpa precisa dobrar até 2030 para US$ 150 bilhões e quintuplicar até 2050.

O uso de bioenergia é generalizado em toda a região, que é uma grande exportadora de biocombustíveis. Enquanto isso, os países da América Latina e do Caribe detêm cerca de 15% dos recursos globais de petróleo e gás natural. Além disso, a região é muito importante para a produção de minerais que são componentes essenciais de muitas das tecnologias de energia limpa que estão crescendo rapidamente – detendo cerca de metade das reservas globais de lítio e mais de um terço das reservas de cobre e prata.

A combinação desses dois fatores estabelece uma base para a mineração e processamento sustentáveis desses materiais, diz a entidade. Segundo comunicado da AIE, seu diretor executivo, Fatih Birol, afirmou que o relatório mostra que a elaboração de políticas de apoio e a cooperação internacional são essenciais para garantir que a região possa aproveitar ao máximo seu notável potencial energético.

Essa é a primeira análise profunda e abrangente da AIE sobre a região, abarcando toda a gama de combustíveis e tecnologias de energia em todos os seus 33 países. O relatório conclui que a riqueza de recursos e de experiência em desenvolvê-los da América Latina e do Caribe, desde energias renováveis de alta qualidade até petróleo e gás e minerais críticos, tem o potencial de fazer grandes contribuições para a segurança energética global e para transições para energia limpa.

A consequência seria a de gerar grandes benefícios para as economias locais após uma década de crescimento lento. O relatório baseia-se em contribuições de entidades públicas, especialistas e partes interessadas da região, somando-se a décadas de trabalho da AIE com a região em questões de energia e clima.

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