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Nordeste é visto como grande gerador e exportador de energia renovável

Autor:
MME

Segundo leilão de transmissão do ano visa exportar geração de energia excedente do Nordeste para o restante do país

O protagonismo do Nordeste do país nos avanços da capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN), com destaque para a geração fotovoltaica e eólica -, mostra que a região gera mais energia elétrica do que consome, ou seja, *um balanço positivo. Por isso, o segundo Leilão de Transmissão de 2023 é focado na construção da tecnologia de alta capacidade de Graça Aranha (MA) até Silvânia (GO), uma das maiores obras de infraestrutura energética do Brasil.

O leilão, que acontece nesta sexta-feira (15/12), prevê três lotes de empreendimentos, contemplando 4.471 km de linhas de transmissão e subestações com capacidade de transformação de 9.840 MVA, localizados nos estados de Goiás, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

De acordo com estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo acumulado de energia elétrica no ano de 2023 encerrou o mês de outubro com expressivos 437.435 GWh (gigawatt-hora), com destaque para a região Sudeste, principal centro consumidor de energia elétrica do país.

A capacidade instalada do SIN, segundo números disponibilizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), atingiu 212.659 MW em dezembro de 2023, sendo que o subsistema Nordeste contribui com 25,8% desse total (54.813 MW).

Para o ministro Alexandre Silveira, a transmissão faz parte da transição energética. “Estima-se que, até 2027, o subsistema de energia do Nordeste contribua com o acréscimo de 13.328 MW à capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional, enquanto a contribuição do subsistema Sudeste/Centro-Oeste representará menos da metade desse valor (6.354 MW)”, detalha.

Protagonismo

“Em 2021, em meio ao agravamento da crise hídrica, dentre as diversas medidas tomadas pelo Governo Federal, o envio de energia do Nordeste para o restante do país foi fundamental para garantir o abastecimento no território nacional”, lembra Silveira. “A interconexão desses subsistemas elétricos permite a obtenção de ganhos sinérgicos e explora a diversidade entre os regimes hidrológicos das bacias”, acrescenta.

A expansão da oferta de geração, preponderantemente renovável, no Nordeste, também deverá ser acompanhada por uma expressiva evolução da carga (consumo). “Após diversos estudos e debates com o setor, observou-se a necessidade de ampliar a capacidade das interligações regionais de forma a permitir o escoamento dos excedentes de energia elétrica dos subsistemas Norte/Nordeste para o restante do país”, afirma o ministro Alexandre Silveira.

Bipolo

O bipolo é uma obra de tecnologia de alta capacidade em corrente contínua de aproximadamente 800 quilovolts (kV), com extensão aproximada de 1,5 mil km cada polo e capacidade nominal de 5 GW, interligando a nova subestação Graça Aranha, no Maranhão, à subestação Silvânia, em Goiás.

A obra permitirá a exportação de grandes blocos de energia, provenientes de geração renovável, como eólica e solar, das regiões Norte/Nordeste para o restante do país.

Este será o primeiro bipolo construído no Nordeste. “Já temos outras cinco linhas de transmissão com este tipo de tecnologia [bipolo]. Todas vindas de geração de energia de hidrelétricas. Esta será a primeira que conectará majoritariamente energia vinda de fontes eólica e solar”, observa o ministro.

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