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CMU Energia vai investir R$ 6 bilhões em usinas até 2026 de olho em autoprodução

Autor:
Broadcast Energia

A CMU Comercializadora de Energia pretende investir R$ 6 bilhões até 2026 na construção de mais 29 usinas solares. O objetivo é o arrendamento dos parques geradores para clientes que buscam ser autoprodutores de energia e, assim, fugir de custos como o da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), cujo orçamento deste ano chegou a R$ 32 bilhões.

Usina de geração de energia na fonte solar fotovoltaica

Segundo o presidente da companhia, Walter Fróes, a margem de economia frente ao preço praticado no mercado livre pode chegar a 20%. “A gente entrega algo como 15% a 20% de economia adicional ao mercado livre na modalidade de autoprodução de energia. Por isso a gente consegue deslocar PPAs [tipo de contrato do mercado de energia. Power Purchase Agreement, em inglês] colocando em projetos de autoprodução para os clientes”, disse ao Broadcast Energia.

Nesse modelo de negócio, a CMU e seus parceiros, como a Solatio, transferem a outorga para o contratante que quer ser enquadrado como autoprodutor. Este, porém, contrata também os serviços de operação e manutenção da empresa a fim obter os benefícios da autoprodução, mas sem ter que desenvolver uma expertise de geração de energia.

A opção, diz, faz com que a companhia preveja a incorporação de seus ativos no mercado independentemente do crescimento do mercado livre. Este, diz, com essa mesma elegibilidade, “já seria o suficiente para absorver esse volume de energia” que a companhia pretende gerar. Como o foco, porém, é a autoprodução, o mandatário vê mercado para a CMU independentemente de uma eventual expansão. Ainda assim, ele estima que o mercado livre ocupe de 42% a 45% do consumo “sem nenhum esforço” ou alteração na legislação atual.

Mudança na legislação

Desde 2019, a companhia já investiu R$ 4 bilhões na construção de seis usinas solares, que seguem em andamento. Os empreendimentos estão distribuídos entre as cidades de Várzea da Palma e Paracatu, em Minas Gerais, e Castilho, em São Paulo. Com o investimento total de R$ 10 bilhões. A empresa espera somar 35 usinas solares até 2026 e comercializar 6 gigawatts (GW) médios.

Fróes avalia, porém, que há perspectiva de mudanças nas isenções concedidas para autoprodutores e que estas podem vir, inclusive, num eventual avanço de tramitação do Projeto de Lei 414/2021, que trata da modernização do setor e ampliação do acesso ao mercado livre. Para ele, tais alterações são vistas como um incentivo para os consumidores, que querem garantir os descontos previstos na legislação vigente.

“O PL [414/21] tem pressões para todos os lados. Uma delas é do Ministério da Economia porque o grande ganho da autoprodução se dá no não pagamento da CDE, por exemplo, encargo de reserva, encargo de serviço de sistema, Proinfa [Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica], etc. […] Então essa limitação virá, sim, e pensando de uma maneira até egoísta, nós fomos tendo já projetos já desenvolvidos, autorizados, outorgados e esses nossos projetos ficam até mais valorizados nesse contexto de que haja restrição para novos entrantes no desenvolvimento de novos projetos de autoprodução”, disse.

A movimentação segue a mesma tendência que foi observada na geração distribuída (GD) de energia, que viu um crescimento relevante na expectativa da votação de seu marco legal, que acabou se dando no segundo semestre de 2021.

Localização e financiamento

A CMU planeja concentrar as usinas nos submercados Sudeste e Centro-Oeste, a fim de deixá-las mais próximas dos pontos onde há concentração de demanda. Ele explica ainda que o foco em energia solar se dá pela “versatilidade” e “flexibilidade” da fonte.

“Uma grande vantagem da solar fotovoltáica é que você vai atrás de uma conexão para injetar sua energia ao passo que numa hidrelétrica você tem que levar a transmissão lá na cachoeira, na queda d’água. As eólicas têm ventos bons em algumas regiões específicas do Brasil: Nordeste e Sul. Então você tem que produzir a sua energia lá. Já a solar ela é mais versátil, mais flexível, ela pode caminhar atrás. Tem alguma perda de eficiência de geração, claro, mas muito das vezes o custo de uma conexão é muito mais representativo do que essa pequena perda de produtividade de uma região extremamente ensolarada para um de insolação um pouco menor”, explicou.

Questionado sobre como o preço dos insumos – que chegou a disparar desde a pandemia – e o contexto macroeconômico estão afetando os financiamentos, Fróes nega problemas: “de meados do ano passado para cá houve uma elevação significativa da inflação de custos com a China, problemas de logística. Um container de placas solares há um ano e meio atrás custava US$ 1.200, chegou a custar US$ 9.000 no auge da crise, agora pulou para US$ 5.000 a US$ 6.000. Nós conseguimos sem nenhum problema sobreviver a esses percalços. Sempre tivemos uma política ajustada de preços”.

“Agora os preços começaram a recuar e o mercado, apesar de toda a crise, ele tem gratas surpresas também. Nós conseguimos financiar uma planta nossa através de uma debênture incentivada. Financiamento inteiramente privado, que é uma modalidade bem interessante e tivemos êxito nisso. Então não temos tido problema”, completou.

contato: energia@estadao.com


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