Preços da energia livre disparam e quem vai pagar a conta é o consumidor

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Por causa da falta de chuvas, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) poderá definir nesta sexta-feira o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, referentes à energia que é vendida no mercado livre, em R$ 822,83 por megawatt/hora (MWh). O valor é o máximo permitido e vale para a primeira semana de fevereiro. A alta dos preços já preocupa as distribuidoras de energia no país, descontratadas em cerca de 3.600 MW médios. 
Isso quer dizer que essas companhias terão que comprar energia no mercado à vista por um preço muito mais salgado do que esperavam. E quem vai pagar a conta é o consumidor. De acordo com Walter Froes, diretor da CMU Energia, a previsão de afluência de chuvas nos próximos dez dias é de 55% do total da Média de Longo Termo, que corresponde à média histórica de precipitações. “Como não vai chover, é possível que na segunda semana de fevereiro o preço continue o mesmo”, diz. 
Segundo ele, as distribuidoras ficaram descontratadas porque, no ano passado, no leilão de ajustes, a Empresa de Planejamento Energético (EPE) fixou o preço do MWH em R$ 160 enquanto no mercado o preço praticado ficava entre R$ 190 e R$ 200.

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