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Mercado livre de energia ganhou mais de 800 novos consumidores em setembro, segundo CCEE

Autor:
CCEE

Sul e Sudeste concentram maioria das novas unidades no ambiente, mas Nordeste também desponta com Pernambuco, Bahia e Ceará na liderança

As migrações para o mercado livre de energia, no qual o consumidor pode escolher o seu fornecedor e negociar contratos personalizados, seguem em ritmo acelerado de crescimento. Depois do recorde em agosto, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE registrou 800 novos entrantes no ambiente em setembro, o que elevou o total de unidades no segmento para 36.329.

Desde janeiro, 5.627 consumidores optaram por deixar o atendimento das distribuidoras. O ritmo de adesões deste ano é o maior já registrado e cresceu 68% na comparação com o mesmo período de 2022. O mercado livre já responde por mais de 37% do consumo total de eletricidade do país e deve aumentar ainda mais a sua representatividade a partir de 2024, com a abertura para que todos os consumidores ligados na alta tensão possam ingressar no ambiente.

São Paulo foi o estado com maior volume de migrações de consumidores entre janeiro e setembro deste ano, seguido pelo Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. São regiões que historicamente se posicionam no topo do ranking, pois reúnem o maior número de indústrias e empresas de grande e médio porte, mas a CCEE também tem observado um aumento significativo no Nordeste, com destaque para Pernambuco e Bahia.

A flexibilização dos requisitos de entrada a partir de janeiro de 2024, autorizada pelo Ministério de Minas e Energia – MME na Portaria nº 50/2022, teve contribuições da CCEE. A Câmara de Comercialização tem trabalhado junto ao MME e à Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL em iniciativas que possam simplificar o ingresso no ambiente. O objetivo é garantir uma abertura contínua, previsível e sustentável, para que o mercado siga crescendo de forma segura e equilibrada.

Como parte das ações, a organização já liberou os seus sistemas para registro das unidades consumidoras de pequeno e médio porte que poderão migrar no ano que vem. O objetivo é viabilizar o cadastramento antecipado dessas cargas pelas comercializadoras que vão representá-las, de forma a tornar todo o procedimento mais eficiente e organizado.

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