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Solatio Energia Livre vê tendência de ampliação da atratividade da GD no Brasil

Autor:
Ricardo Casarin, Portal Solar

Com um plano de investimento de R$ 1 bilhão em geração solar distribuída (GD), a Solatio Energia Livre acredita que a modalidade se tornará cada vez mais atrativa ao consumidor brasileiro. A empresa, uma joint venture entre a espanhola Solatio e a Mineira CMU, aplicará o valor até 2023 na construção de 60 a 80 usinas de 5 MW na área de concessão da CEMIG, em Minas Gerais.

O CEO da companhia, Walter Fróes, explicou que esse planejamento não sofreu nenhuma alteração com o cenário de pandemia de COVID-19. “A pandemia levou a uma maior procura por redução de custos e é isso que nós oferecemos, além de sustentabilidade e segurança de suprimento. Essa equação é positiva em qualquer momento, mais ainda em um período difícil como o atual”, disse o executivo, em entrevista ao Portal Solar.

Na avaliação de Fróes, o cenário não trouxe prejuízo direto aos planos e até torna a GD um investimento mais atrativo. “A Conta-covid foi aprovada para contemplar as distribuidoras e isso vai refletir nas tarifas, trazendo uma elevação além do normal. É uma dívida que tem que ser paga e tornará a modalidade GD ainda mais desejável.” Ele acrescenta que a empresa tem expectativa de atender um público de 150 mil a 200 mil consumidores.

Em relação às discussões no Congresso e na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o executivo afirma que a Solatio crê que os contratos concretizados antes de qualquer mudança não serão afetados. “Tentamos acelerar ao máximo nossos investimentos. Temos convicção de que qualquer alteração aprovada não vai afetar direitos já adquiridos. Não temos receios de novidades e o que vier será avaliado, mas no momento trabalhamos com tranquilidade com o regramento atual.”

Com as recentes mudanças na legislação para igualar às condições favoráveis a GD de Minas Gerais, o Rio de Janeiro se tornou um potencial alvo de futuros investimentos da empresa. “Temos planos para outras áreas e o Rio de Janeiro está se adequando aos moldes de Minas Gerais. Tantos as concessões e da Light e da Enel tem patamares de tarifas que trariam um desafio de negócios na mesma grandeza que existe com a CEMIG”, avaliou Fróes.

Além do investimento em GD, a Solatio Energia Livre também irá aportar R$ 20 bilhões em usinas de grande porte. Em julho, a empresa firmou um contrato de venda com a Brookfield Energia Renovável de um complexo solar com 1.200 MWp de potência instalada. O empreendimento, localizado em Janaúba (MG), totaliza um investimento estimado em R$ 3 bilhões. “Conseguimos essa negociação em meio a pandemia, o que mostra a confiança que os investidores estrangeiros têm no setor de energia renovável do Brasil”, destacou o executivo.

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