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ONS projeta reservatórios do Sudeste a 54% em fevereiro

Autor:
Maurício Godoi / Canal Energia

Previsão inicial é de que a carga deverá aumentar em 2,8% quando comparada ao mesmo mês do ano passado

O país poderá ver em fevereiro uma forte recuperação do nível de armazenamento nos reservatórios de hidrelétricas no principal subsistema do país. Segundo as projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o volume esperado para o fechamento do período é de 54% ante os atuais 40,3% no Sudeste/Centro-Oeste. Os dados constam da primeira versão do Programa Mensal de Operação, cuja reunião terminou nessa sexta-feira, 28 de janeiro.

Esse não é o volume mais elevado estimado para o país em 28 de fevereiro. O Norte continua com o índice próximo do limite, com 95,7%, depois vem o Nordeste com 79,3%. Já o Sul está com o menor número, a previsão é de alcançar 32,3%.

Esses volumes refletem a perspectiva de energia natural afluente de 96% da média de longo termo no SE/CO para fevereiro. No Sul está a menor ENA para o período, com 40%. Nos outros dois submercados a vazão é estimada acima da média com 124% no Norte e 167% da MLT no NE.

Em relação à carga a estimativa é de expansão de 2,8% quando comparado ao valor do mesmo mês em 2021. A expectativa inicial é de crescimento em todo o país sendo que no Sul está o indicador mais elevado com 7,3%. No Norte o aumento é esperado em 3,9%, no SE/CO em 2% e no NE é de 0,2%.

Com isso houve recuo no Custo Marginal de Operação médio nos dois maiores submercados, o SE/CO e Sul que está em R$ 13,25, resultado da carga pesada em R$ 13,65, a média em R$ 13,59 e a leve em R$ 12,84/MWh. No Norte e NE continuam zerados os valores.

Caso não houvesse o comando para despacho fora da ordem de mérito pelo CMSE para o combate aos efeitos da crise hídrica de 2021, o despacho térmico seria da ordem de 3.975 MW médios na semana operativa que começa no sábado, 28 de janeiro. A maior parte, ou 3.795 MW médios por inflexibilidade e outros 180 MW médios por restrição elétrica.

Na última reunião mensal, realizada no início de janeiro, o CMSE limitou o despacho térmico a 15 mil MW médios já incluindo eventual importação, com custo de variável unitário de até R$ 1 mil/MWh. Em caso, de necessidade, o valor pode chegar até R$ 1,5 mil/MWh, desde que justificado pela disponibilidade de usinas.

A análise meteorológica do ONS projeta que os primeiros sete dias do mês deverá ser marcado pela elevação dos valores de ENA em todas as bacias do SE/CO e Norte, ficando entre a média e pouco acima. Na semana seguinte esse cenário deverá ser mantido, enquanto no Sul a previsão é de registrar precipitação ligeiramente abaixo da média.

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