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Preço alto ameaça migração para o mercado livre de energia no Brasil

Autor:
BNamericas

Bnamericas

Publicado: segunda-feira, 19 janeiro, 2026

O preço da energia no mercado livre brasileiro está tão alto que já ameaça inviabilizar a migração de consumidores do mercado cativo (regulado).

“Houve migração recorde em 2025, mas, hoje, a economia, para quem migra, não passa de 5%, tendo em vista a faixa de R$350 (US$65)/MWh no ambiente livre de comercialização”, disse à BNamericas Walter Fróes, diretor da comercializadora CMU.

Segundo o boletim mais recente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o número de unidades consumidoras no mercado livre chegou a 82.539 em outubro de 2025, com acréscimo de 23.794 unidades em 12 meses, alta de 41% no período. Seu consumo representa 43% da demanda total no país. 

A alta do preço da eletricidade reflete a perspectiva de um verão com chuvas abaixo do esperado. De acordo com o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE), os armazenamentos nos reservatórios hidrelétricos equivalentes ficaram em 42% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, 71% no Sul, 46% no Nordeste e 55% no Norte no mês passado. No Sistema Interligado Nacional (SIN), o armazenamento foi de aproximadamente 45%.

Em reunião realizada na última semana, o CMSE reforçou a necessidade de manter o acompanhamento das condições hidrológicas, especialmente da bacia do Paraná, bem como a estratégia de redução da inflexibilidade hidráulica no SIN, com o objetivo de recuperar os níveis dos reservatórios.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também apontou a relevância da manutenção das condições operativas e da contribuição eletroenergética da usina hidrelétrica (UHE) Belo Monte, no Pará, para o SIN.

Fróes ponderou que a situação pode melhorar, uma vez que fevereiro e março são meses de maior afluência.

“Se houver uma chuva muito forte nesses meses, tudo pode ser revertido em termos de preço”, afirmou o executivo.

Segundo Camila Sapucci, meteorologista da Tempo OK, o Brasil tende a ingressar no período seco, a partir de maio, com reservatórios mais baixos do que o desejável.

“Do ponto de vista da operação, esse contexto aumenta a probabilidade de maior despacho de usinas termelétricas ao longo do inverno, o que eleva os custos marginais de geração e pressiona os preços da energia”, disse à BNamericas.

“Ainda que não haja, neste momento, um risco iminente para o suprimento elétrico, o regime de chuvas observado até aqui reduz a margem de conforto do sistema”, acrescentou Sapucci.

Fred Menezes, diretor de comercialização da Armor Energia, avalia que projetos de geração ganham força no atual cenário, uma vez que preços mais altos de energia possibilitam maior retorno sobre o investimento tanto no mercado livre quanto no mercado cativo.

“E a expectativa de bandeiras vermelhas mais frequentes também pode ser um argumento atrativo”, disse à BNamericas.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. As cores das bandeiras – verde, amarela ou vermelha –, definidas mensalmente, indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. Para janeiro, a Aneel acionou a bandeira verde, o que indica ausência de custo adicional nas contas de energia elétrica.

Menezes ressaltou que as baterias são importantes para atender à demanda nos momentos em que a energia é mais cara, especialmente quando o sol se põe.

“Uma solução combinada de geração solar e bateria é uma boa alternativa para se prevenir diante da alta de preços”, afirmou o executivo.

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