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Geração de usinas hidrelétricas tem alta de 15,7% em agosto

Autor:
CCEE

A geração de usinas hidrelétricas cresceu 15,7% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, acompanhando a retomada gradual do consumo de energia em função do início do retorno das atividades no país. A fonte apresentou geração de 43.104 MW médios, ante 37.244 MW médios em 2019. Os dados preliminares compõem o boletim InfoMercado Quinzenal, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

Eólicas e fotovoltaicas também apresentaram evolução, de 3,8% e 25%, respectivamente. Ao mesmo tempo, a geração térmica registrou recuo de 39,7%. A queda pôde ser observada nas termelétricas que utilizam todos os tipos de combustíveis, inclusive, na produção de usinas a biomassa. No Sistema Interligado Nacional (SIN), a produção de energia manteve-se praticamente estável, com uma leve alta de 0,2% no período. Confira os detalhes nos gráficos abaixo:

Consumo

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) caiu 0,5% em agosto frente a igual período em 2019, passando de 60.066 MW médios para 59.765 MW médios. O valor verificado para o consumo, de agosto, demonstra a retomada do consumo à medida que ocorre o retorno gradual das atividades, conforme pode ser verificado na ferramenta de acompanhamento do consumo disponibilizado pela CCEE neste link.

No Ambiente de Contratação Regulada – ACR, que reúne os consumidores cuja compra de energia é feita pelas distribuidoras, a redução foi de 2,9%, para 39.889 MW médios. Expurgadas as migrações para o mercado livre, o ACR verificaria retração de 0,7%.

Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL, em que os consumidores podem escolher o fornecedor da sua energia, o consumo cresceu 4,6%, chegando a 19.876 MW médios. Porém, ao expurgarmos o impacto da migração, o ACL apresentaria estabilidade.

Os consumidores livres apresentaram alta de 1,1% na demanda, enquanto os especiais observaram crescimento de 15%. Ao expurgar o efeito da migração, observa-se elevação de 0,5% e queda 4,2%, respectivamente.

Com o retorno gradual das atividades econômicas que foram reduzidas por causa da pandemia, a maioria dos segmentos já registram crescimento no consumo. Destaque para os ramos de saneamento (27,1%), comércio (17,9%) e bebidas (13,4%). Vale notar, porém, que parte desse aumento está diretamente vinculado à migração dos consumidores para o mercado livre. Expurgadas as migrações, os setores tiveram percentual de, respectivamente, 2,8%, -4,4% e 10%.

Do outro lado, os ramos de transporte (-10,3%), veículos (-10,2%) e serviços (-8,2%) ainda lideram o ranking das maiores quedas no consumo de energia. No entanto, as retrações já são muito mais amenas do que nos meses anteriores.

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