Solatio Energia Livre vê tendência de ampliação da atratividade da GD no Brasil

Com um plano de investimento de R$ 1 bilhão em geração solar distribuída (GD), a Solatio Energia Livre acredita que a modalidade se tornará cada vez mais atrativa ao consumidor brasileiro. A empresa, uma joint venture entre a espanhola Solatio e a Mineira CMU, aplicará o valor até 2023 na construção de 60 a 80 usinas de 5 MW na área de concessão da CEMIG, em Minas Gerais.

O CEO da companhia, Walter Fróes, explicou que esse planejamento não sofreu nenhuma alteração com o cenário de pandemia de COVID-19. “A pandemia levou a uma maior procura por redução de custos e é isso que nós oferecemos, além de sustentabilidade e segurança de suprimento. Essa equação é positiva em qualquer momento, mais ainda em um período difícil como o atual”, disse o executivo, em entrevista ao Portal Solar.

Na avaliação de Fróes, o cenário não trouxe prejuízo direto aos planos e até torna a GD um investimento mais atrativo. “A Conta-covid foi aprovada para contemplar as distribuidoras e isso vai refletir nas tarifas, trazendo uma elevação além do normal. É uma dívida que tem que ser paga e tornará a modalidade GD ainda mais desejável.” Ele acrescenta que a empresa tem expectativa de atender um público de 150 mil a 200 mil consumidores.

Em relação às discussões no Congresso e na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o executivo afirma que a Solatio crê que os contratos concretizados antes de qualquer mudança não serão afetados. “Tentamos acelerar ao máximo nossos investimentos. Temos convicção de que qualquer alteração aprovada não vai afetar direitos já adquiridos. Não temos receios de novidades e o que vier será avaliado, mas no momento trabalhamos com tranquilidade com o regramento atual.”

Com as recentes mudanças na legislação para igualar às condições favoráveis a GD de Minas Gerais, o Rio de Janeiro se tornou um potencial alvo de futuros investimentos da empresa. “Temos planos para outras áreas e o Rio de Janeiro está se adequando aos moldes de Minas Gerais. Tantos as concessões e da Light e da Enel tem patamares de tarifas que trariam um desafio de negócios na mesma grandeza que existe com a CEMIG”, avaliou Fróes.

Além do investimento em GD, a Solatio Energia Livre também irá aportar R$ 20 bilhões em usinas de grande porte. Em julho, a empresa firmou um contrato de venda com a Brookfield Energia Renovável de um complexo solar com 1.200 MWp de potência instalada. O empreendimento, localizado em Janaúba (MG), totaliza um investimento estimado em R$ 3 bilhões. “Conseguimos essa negociação em meio a pandemia, o que mostra a confiança que os investidores estrangeiros têm no setor de energia renovável do Brasil”, destacou o executivo.

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O brilho da Solatio no segmento de energia

Nas décadas de 1980 e 1990, os projetos para implantação de fontes alternativas de energia das modalidades solar e eólica enfrentaram uma grande oposição de governos e investidores globais, focados na extração e distribuição de hidrocarbonetos (petróleo, gás natural e carvão). No Brasil, além das desconfianças em relação à confiabilidade da radiação solar e a foça dos ventos, este debate ganhou um complicador adicional: o peso da hidroeletricidade na matriz energética.

Em 2001, porém, a queda no volume dos reservatórios e a elevação do consumo colocaram em xeque a capacidade de a hidroeletricidade, sozinha, dar conta do recado. Foi neste período que o jogo começou a virar. Primeiro em direção ao projetos de energia eólica, que começaram a brotar de norte a sul do país, com destaque para a região Nordeste, onde já respondem por até 89% do consumo diário.

Agora, ao que parece, é a vez de a modalidade solar ganhar escala. E nesta arena, quem está saindo na frente é a mineira Solatio Energia Livre, que nasceu da parceria entre a espanhola Solatio e a mineira CMU. Até 2023, a empresa pretende investir R$ 21 bilhão em projetos energéticos, de olho nos grandes consumidores, como redes de supermercado e indústrias, por exemplo. As usinas serão espalhadas por Minas Gerais, Mato Grosso e Pernambuco, com potência instalada total de 12 Gigawatts (GW).  Apenas para efeito de comparação, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior do Brasil, possui capacidade de 14 GW.

“Escolhemos Minas Gerais porque o estado está localizado numa área estratégica, onde é feita a interligação com as regiões onde se concentram os principais consumidores”, explica o empresário Walter Fróes, CEO da Solatio Energia Livre e sócio-fundador da CMU Energia.

Fróes, CEO da Solatio Energia Livre / Divulgação

Apesar de mirar nos peixe graúdos deste mercado, Fróes também está colocando em marcha uma estratégia específica para o segmento de geração distribuída. Neste filão, o foco são os consumidores residenciais e os pequenos comércios que recebem energia em baixa tensão. Se no caso do mercado livre o argumento de venda é a garantia de abastecimento na quantidade contratada e pelo valor pactuado, para este público o apelo da geração distribuída se concentra na possibilidade de redução do gasto com energia. “Levando-se em conta a tarifa de baixa tensão cobrada em Minas Gerais, a economia pode chegar a 15%”, destaca o empreendedor.

Para atender este público, a Solatio captou R$ 1 bilhão junto a investidores e a meta é fechar o ano com uma carteira composta por cerca de 100 mil clientes. Um número bastante conservador quando comparado às 3,2 milhões de pontos de conexão da Cemig, a concessionária de energia elétrica estadual. “Trata-se de um segmento difícil, pois depende de um afinado processo de captação de clientes”, diz.

Para reduzir custos e as desconfianças naturais em relação a um serviço ainda pouco difundido por aqui, a Solatio fez uma parceria com a Sicoob, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil e que vai atuar como ponto de venda do serviço. Também investiu em atendimento eletrônico para dirimir dúvidas e em uma campanha de marketing direto, baseada em ferramentas de business intelligence, com o objetivo de sensibilizar um milhão de consumidores nas regiões Nordeste e Sudeste.

Os números da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmam a percepção do empreendedor. No período janeiro-junho, a geração distribuída cresceu 77,83% em relação ao primeiro semestre de 2019. A usina da Solatio instalada em Pacaratu (MG), e cuja foto abre essa reportagem, é parte dessa estatística.

Aos 64 anos, dos quais 40 anos dedicados à atuação na área de engenharia metalúrgica, Fróes se tornou empreendedor meio que por acaso. Tudo começou em 2001, o ano marcado pela ameaça de apagão e no qual foi colocado em prática, pelo governo federal, um Plano Emergencial. Naquele cenário, houve um disputa feroz para garantir o fornecimento de energia. “Em apenas uma tarde, num passeio pela região central de Belo Horizonte, eu consegui vender toda a cota de energia térmica que estava sob minha responsabilidade”, lembra. A lista de clientes era compostas por pesos-pesados do setor siderúrgico, segmento intensivo em energia.

Hoje, a CMU Energia continua baseada em Belo Horizonte, onde 35 funcionários, sendo 22 engenheiros eletricistas, administram a maior carteira do mercado livre, do Brasil. Fróes se mantém como um defensor intransigente da energia renovável. Não apenas por questões ambientais como também pela lógica econômica.

“Há quatro anos eu comprei um carro elétrico, que eu abasteço em minha própria residência, com a energia gerada em placas solares”, conta. Nesta operação ele diz gastar ínfimos R$ 0,025 por cada quilômetro rodado ante R$ 1,00 na versão do sedan a gasolina. “O futuro da mobilidade no Brasil passa pelo veículo elétrico”, aposta.

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Empresa de energia livre reforça investimentos em Minas até 2023

Crédito: Luiz Santana

Economia. Especializada na distribuição de energia limpa, a Solatio Energia Livre confirmou que tem planos de investimentos robustos para Minas Gerais. Até 2023, a empresa – joint-venture da espanhola Solatio e da mineira CMU -, projeta aplicar R$ 21 bilhões em usinas fotovoltaicas no Estado. Desse total, R$ 1 bilhão estão destinados à geração distribuída, para atendimento a residências e pequenos estabelecimentos comerciais. Outros R$ 20 bilhões a usinas de grande porte, para fornecimento de energia a distribuidoras e consumidores de grande porte, como indústrias e shopping centers.

O CEO da empresa, Walter Fróes, afirma que diversas cidades mineiras serão contempladas com a instalação das usinas, tais como Mirabela, Paracatu, Pirapora, Janaúba e Manga. Ele acrescenta que há grandes projetos em curso, como as usinas de Uberlândia, São Sebastião do Paraíso, Patos de Minas, Três Corações, Varginha entre outras cidades, que irão injetar energia limpa e mais barata para consumidores de praticamente todo o estado de Minas Gerais.

Mais barata

Totalmente ecológica, a Solatio tem como objetivo levar esta energia mais barata a quase 100% das cidades mineiras, para que os clientes consigam ter uma economia substancial nas suas contas de luz. Para isso, a empresa conta com cerca de 900 hectares em painéis solares e um potencial energético de 780.300 MWh/ano. “Temos capacidade para abastecer mais de 162 mil casas e pontos comerciais”, explica Fróes.

Segundo ele, isso significa a redução da emissão de quase 5 mil toneladas de CO2 na atmosfera a cada mês. “Para se ter uma ideia, sem a geração de energia limpa da companhia, seria necessário o plantio de quase 35 mil árvores para compensar essa redução”, compara.

Digital

Com o atendimento 100% digital, a adesão ao programa é simples e prática. Basta o titular da conta da Cemig acessar o endereço da empresa (link)  e seguir os passos no simulador.  O sistema é inteligente e calcula a necessidade da sua casa, apartamento ou empresa e indica a quantidade de kWh por mês a ser alocado pela Solatio Energia Livre.

Esse kWh é 15% mais barato se comparado ao preço cobrado pela Cemig. Além de não ter necessidade de obras, o consumidor tem adesão gratuita. Se não utilizar 100% dos kWh contratados, o restante fica acumulado para usar nos próximos cinco anos. Atualmente, mais de 1 milhão de painéis solares estão projetados para injetar energia direto na rede da companhia estatal.

Liderança em MG

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o ranking nacional de geração distribuída é liderado por Minas Gerais, seguido por Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso. Minas tem potencial instalado de 173,9 MW, o que representa 18,9% de participação na produção nacional.

Além da alta incidência de radiação solar no estado, o que contribui de forma positiva para a liderança de geração renovável é a legislação estadual. Minas Gerais possui os melhores incentivos tributários para a geração distribuída no país. O Estado também concede isenção de ICMS na aquisição de qualquer equipamento, peça ou parte dos sistemas fotovoltaicos de micro e minigeração, quando adquirido dentro de seus limites.

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Solatio investirá R$ 1 bi em geração distribuída

A Solatio Energia Livre já tem 900 hectares de painéis solares, capazes de abastecer mais de 162 mil casas e pontos comerciais | Crédito: Divulgação

Dos R$ 21 bilhões a serem investidos até 2023 pela Solatio Energia Livre, joint venture entre a espanhola Solatio e a mineira CMU Comercializadora de Energia, em usinas fotovoltaicas no Estado, R$ 1 bilhão está sendo destinado à geração distribuída. Ao todo, serão construídos de 80 a 100 parques de 5 megawatts (MW) de potência cada, visando o atendimento a residências e pequenos estabelecimentos comerciais mineiros.

De acordo com o CEO da empresa, Walter Fróes, pelo menos R$ 150 milhões já foram investidos no segmento, desde o ano passado, para a implementação de seis usinas que já se encontram em operação. Outras 10 deverão iniciar os trabalhos até o fim de 2020.

“A previsão inicial era de que essas unidades geradoras entrassem em operação em fevereiro, mas por problemas na conexão, o processo foi iniciado em junho. Já são 7 mil clientes ativos, entre pessoas físicas e jurídicas, e a expectativa é encerrarmos o exercício com 100 mil consumidores atendidos”, revelou.

De acordo com o executivo, o projeto prevê, no mínimo, 80 mil clientes nos próximos meses na modalidade de geração distribuída. Mas o número possivelmente será extrapolado dado o potencial do setor e o nível de interesse das pessoas pelo serviço.

POTENCIAL ENERGÉTICO DA EMPRESA É DE 780.300 MWH/ANO

Fróes pelo menos R$ 150 mi já foram investidos no segmento | Crédito: Divulgação/Solatio

Com cerca de 900 hectares em painéis solares e um potencial energético de 780.300 MWh/ano, a Solatio tem projetada a capacidade para abastecer mais de 162 mil casas e pontos comerciais de pequeno porte, como açougues, padarias, mercadinhos, etc.

O atendimento é 100% digital e a adesão é feita por um sistema calcula a necessidade da sua casa, apartamento ou empresa e indicando a quantidade de kWh por mês a ser alocado pela empresa. Isso mediante um desconto de 15% na tarifa da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

“Além de não ter necessidade de obras, o consumidor tem adesão gratuita e se não utilizar 100% dos kWh contratados, o restante fica acumulado para usar nos próximos cinco anos”, argumentou o CEO da empresa, Walter Fróes.

Diversas cidades serão contempladas com a instalação das usinas, como Mirabela, Paracatu, Pirapora, Janaúba e Manga. E já há alguns projetos em curso, como as usinas de Uberlândia, São Sebastião do Paraíso, Patos de Minas, Três Corações e Varginha.

Os outros R$ 20 bilhões a serem aportados pela companhia serão destinados à construção de usinas de grande porte, para fornecimento de energia a distribuidoras e consumidores de alta tensão, como indústrias e shopping centers. O anúncio foi feito há um ano, pelo próprio governador Romeu Zema (Novo), por meio das redes sociais.

As fazendas solares somarão uma capacidade instalada de mais de 9 gigawats (GWp) no Estado. Na época, Zema disse que o investimento proporcionará a Minas Gerais maior abundância de energia e maior competitividade no setor.

Sobre estes projetos, Fróes citou a venda, no mês passado, de um complexo solar de 1,2 GWp por R$ 3 bilhões à Brookfield Energia Renovável. O empreendimento ocupa uma área de mais de 3 mil hectares no município de Janaúba, Norte do Estado e compreende 20 parques em fase final de desenvolvimento, cuja construção está prevista para iniciar ainda este ano. A conclusão está prevista para 2022 ou 2023.

FABRICANTE DE PÁS OBTÉM R$ 37,5 MI COM BNDES

A Aeris produz pás para empresas que fabricam turbinas eólicas, o que inclui clientes como Vestas, GE e Nordex | Crédito: Arquivo DC

São Paulo – A fabricante de pás para geração de energia eólica Aeris teve aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um empréstimo de R$ 37,5 milhões, informou a instituição financeira ontem.

A operação foi anunciada pouco depois de a empresa ter registrado pedido para realização de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na última quinta-feira.

Os recursos vão apoiar principalmente a aquisição de materiais industrializados de origem nacional pela Aeris, para uso em sua unidade produtiva em Pecém, no Ceará, acrescentou o BNDES em nota.

O financiamento também ajudará a Aeris a cumprir contratos de venda de pás a clientes entre 2020 e 2022, segundo o banco, que disse que esses pedidos levarão a empresa a fechar 2020 com 4.570 funcionários, contra 3.627 em 2019.

Criada em 2010, a Aeris produz pás para empresas que fabricam turbinas eólicas, o que inclui clientes como Vestas, GE, Nordex e WEG.

A companhia contratou BTG Pactual, XP, Morgan Stanley, Santander Brasil, Citi e Safra para realização da oferta de ações, que visará permitir que 12 atuais acionistas pessoa física vendam fatias no negócio e a obtenção de recursos novos para o caixa. (Reuters)

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