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ONS vê cenários mais otimistas para o fim da estação seca e início do período úmido

Autor:
ONS

Institutos de meteorologia já apontam para começo das chuvas, que devem chegar dentro do prazo

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já está enxergando uma situação mais favorável nas condições de atendimento com dados recentes apresentados pelos institutos de meteorologia, que afirmam que o período úmido está se configurando e deverá chegar dentro do prazo. 

A conjuntura meteorológica avaliada no fim de setembro em reunião do Grupo de Trabalho para acompanhamento do atendimento ao Sistema Interligado Nacional – SIN indicou que começa a se configurar a transição para o período úmido, em princípio dentro dos padrões normais. Confirmada essa avaliação, as condições de atendimento a serem apresentadas na próxima reunião ordinária do CMSE, em outubro, tendem a ser melhores do que as mostradas em Nota Técnica que será divulgada em breve pelo ONS, no qual se considera um cenário conservador de atraso da estação úmida.

Rotineiramente, o ONS vem divulgando as Notas Técnicas que consolidam os estudos prospectivos e embasam as decisões em relação às medidas necessárias ao enfrentamento da situação de escassez hídrica. A Nota Técnica que será divulgada contém as avaliações realizadas no fim de agosto das Condições de Atendimento Eletroenergético do Sistema Interligado Nacional (SIN), com projeções até novembro de 2021. O estudo foi feito com base nos dados de agosto de 2021, quando ainda não se tinha visualização de melhores perspectivas de chuvas, mas desde então, tudo indica que as condições mudaram e estão mais favoráveis.

A versão atualizada do documento tem como objetivo apresentar as condições hidroenergéticas e operação hidráulica do SIN, as premissas, cenários e resultados do Estudo Prospectivo realizado pelo ONS para o horizonte de setembro a novembro de 2021, que foi apresentado pelo ONS em Reunião Extraordinária do CMSE, realizada em 30 de agosto de 2021.

Assim como nos estudos anteriores, há dois cenários de oferta utilizados. No primeiro é considerado a oferta adicional, resultante de medidas excepcionais adotadas, para a qual se dispõe de suficiente segurança da sua implantação. O segundo cenário contempla um acréscimo à essa oferta, fruto da exploração plena da capacidade de importação da Argentina e do Uruguai.  

Em ambos os casos não se identificou déficit de energia. Em relação à potência, no primeiro caso observa-se déficit no mês de novembro para aproximadamente 20% dos cenários de disponibilidade eólica e fotovoltaica avaliados, já que ambas as fontes são intermitentes e, embora usemos nos estudos os históricos de produção delas, não há como garantir o nível de geração das duas fontes. Na situação mais pessimista de disponibilidade eólica e fotovoltaica, há um déficit de 1,4GW.

No segundo caso traçado, e o qual o ONS tem como objetivo, não há a indicação de déficit de potência, porém há a necessidade de utilização parcial da reserva operativa, ou seja, de utilizar parte dos recursos que ficam à disposição do sistema para atender a demanda em casos de falhas em equipamentos ou de desvios de previsão.

No primeiro caso, a expectativa é de que o armazenamento no Sudeste/Centro-Oeste, ao final de novembro, seja de 9,8%. Para o segundo caso, considerando uma oferta de cerca de 1.500MWmed a mais em outubro e novembro decorrente da plena utilização da capacidade de importação, os níveis de armazenamento do mesmo subsistema devem alcançar 10,9%. Nas duas situações, os armazenamentos do Sul e do Nordeste ficam em 13% e 18%, respectivamente.

Vale ainda reforçar que as avalições apresentadas neste estudo são de final agosto e, desde então, já houve avanço no cenário. Comparando os indicadores prospectados com os realizados até 23/09, a ENA foi 3,8GWmed superior, a geração não hidráulica 1,9GWmed inferior e a carga 0,1GWmed superior. Como consequência, a energia armazenada nos reservatórios do SIN está 0,9% acima do esperado, conforme ilustrado abaixo.

O Operador reforça que o País atravessa um período de escassez hídrica e que o momento ainda é delicado e exige atenção, mas que está adotando todas as medidas operacionais e técnicas possíveis para o atendimento eletroenergético à sociedade.

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