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Investimento de R$4 bilhões impulsiona expansão nacional da CMU

Autor:
Bnamericas

A comercializadora brasileira de energia CMU planeja alcançar 1 milhão de clientes na área de geração distribuída (GD) até o final de 2027, ante os cerca de 135.000 que atende atualmente, disse à BNamericas o CEO da empresa, Walter Fróes.

Com essa expansão, a expectativa é que a receita anual da CMU aumente de R$400 milhões (US$75,4mi) para R$2 bilhões.

O plano de crescimento conta com a parceria de um grupo econômico, cujo nome não foi revelado, que está investindo aproximadamente R$4 bilhões na instalação de usinas de GD em 20 estados do país.

Essas plantas serão arrendadas pela CMU, e a energia gerada será compartilhada com os novos consumidores.

“Hoje, estamos presentes em cinco estados, principalmente em Minas Gerais, e queremos chegar a todo o país”, ressaltou Fróes.

Curtailment

Fróes demonstrou preocupação com a possibilidade de os consumidores serem obrigados a dividir as perdas financeiras ocasionadas pelo curtailment, conforme previsto pela medida provisória (MP) 1.304/25 – que ainda precisará ser regulamentada pela Aneel.

Os cortes de geração são determinados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) devido ao excesso de energia injetada na rede durante o dia, quando plantas solares centralizadas e distribuídas estão gerando.

“Esse é um problema seríssimo. Na minha visão, esse custo deveria ser rateado entre todos os geradores, inclusive pela MMGD [micro e minigeração distribuída]”, defendeu o executivo.

Greenfield

Fróes também destacou que, além do curtailment, o investimento em novos projetos (greenfield) de geração renovável no país é dificultado pela alta taxa básica de juros (Selic), mantida em 15% pelo Banco Central.

“A Selic é um desastre, mas há alguns investidores que fazem projetos ‘full equity‘. São poucos, mas esses têm condições de continuar”, afirmou.

Ele criticou a mudança introduzida pela MP 1.300, que determina que apenas empreendimentos greenfield podem destinar energia a projetos de autoprodução de energia.

“Agora, se tenho uma usina com PPA [contrato de compra e venda de energia], não posso mais arrendar para um cliente como autoprodução”, observou Fróes.

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