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Setor elétrico brasileiro alcança recordes históricos e conquistas em 2021

Autor:
MME

Governo Federal promoveu vultosos investimentos que permitiram a expansão na geração e na transmissão de energia elétrica e o fortalecimento das fontes renováveis, trazendo robustez ao setor e beneficiando o consumidor.

O ano de 2021 ficou marcado pelas conquistas e avanços obtidos pelo setor elétrico brasileiro, com ênfase para a geração e a transmissão de energia elétrica. Foi registrado recorde histórico na expansão de usinas do mercado livre de energia, com mais de 3 GW instalados, e 75% das usinas implantadas foram eólicas e fotovoltaicas.

Somente neste mês de janeiro de 2022, dados do Ministério de Minas e Energia (MME) confirmam que a geração de energia elétrica teve um acréscimo de 482 MW, energia suficiente para atender cerca de 1 milhão de habitantes. A expansão da geração de energia elétrica, em 2021, foi de 7.562 MW, além de 200 usinas que entraram em operação, acrescentando capacidade de geração de energia que pode atender até 17 milhões de domicílios.

A robustez do setor foi destacada pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que ressaltou as boas perspectivas para 2022 diante do maior acréscimo registrado nos últimos cinco anos em potência instalada e da previsão de entrada de mais de 7.760 MW no sistema elétrico brasileiro. Um cenário que deixa o governo otimista quanto à segurança do setor elétrico neste ano.

Transmissão

O total de quilômetros de linhas adicionados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2021 é maior que a distância entre Rio de Janeiro e Portugal. Foram concluídos 7.822 km de linhas de transmissão e 18.064,5 MVA de capacidade de transformação. Estas expansões deixaram o SIN operando, em dezembro, com um total de 169.914,1 km de linhas de transmissão e 410.881,9 MVA de capacidade de transformação. O valor de linhas de transmissão concluídas em 2021 foi 19% acima da média (6.566,9 km) dos últimos cinco anos.

Para 2022, a previsão continua sendo de crescimento com a expectativa de entrada em operação de 8.987 km de linhas de transmissão, valor 15% maior que o ano anterior, e 31.154 MVA de capacidade de transformação, valor 72% maior que o ano anterior.

Geração Distribuída

Até o final de 2018, a potência instalada da Geração Distribuída (GD) era de 680 MW, e somente 88 mil unidades consumidoras eram beneficiadas. Hoje, mais de um milhão de unidades consumidoras são beneficiadas pela GD, que prioriza as fontes limpas – eólica, solar e biomassa –, renováveis e não poluentes. Atualmente, 98% da GD no Brasil é solar.

Segundo Bento Albuquerque, o crescimento das energias solar e eólica, no Nordeste principalmente, foi bastante significativo nos últimos anos, fruto de investimentos da ordem de R$ 30 bilhões recebidos nos últimos 3 anos. “A expectativa é de que, até 2030, serão investidos de R$ 95 a 100 bilhões”, declarou, otimista, o ministro.

Matriz elétrica renovável

A matriz elétrica brasileira possui hoje 84% de capacidade de geração de energia renovável, enquanto o mundo possui uma média de apenas 38%. A participação da energia solar na matriz elétrica brasileira aumentou de 1,4%, em 2019, para 6,9%, em 2021. Uma capacidade de geração de cerca de 13 GW, maior do que a da usina de Belo Monte. A energia eólica também registrou crescimento, atingindo 10,9% de participação na matriz elétrica brasileira, em dezembro de 2021.

As perspectivas positivas para o setor elétrico brasileiro vão além de 2022. De acordo com o MME, em 2023, bancos de bateria com capacidade de 30 MW estão previstos para serem instalados na Subestação Registro, no estado de São Paulo, que opera em 138 Kv, contribuindo para a segurança e estabilidade do sistema elétrico. O destaque fica para a expectativa de aumento de 37% (6400 MW -> 8800 MW), valor superior a energia gerada nas usinas de Angra I e II, do escoamento da geração nas usinas eólicas do Nordeste, contribuindo na mitigação de cenários como o causado pela escassez hídrica enfrentada pelo País.

O ministro Bento Albuquerque reafirma a importância de um planejamento para a segurança energética do Brasil e convoca os cidadãos a participarem da consulta pública em andamento: “O nosso Plano de Expansão Decenal de Energia (PDE) de 2031 está em consulta pública, aberta à participação da sociedade, que pode conhecer o que estamos planejando. Todos poderão dar a sua contribuição com vistas à tão relevante segurança do nosso sistema energético brasileiro”, destacou.

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