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Hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais. REUTERS/Paulo Whitaker (BRAZIL - Tags: ENERGY ENVIRONMENT)

Demanda do mercado livre de energia no País sobe 8%

Autor:
Michelle Valverde, Diário do Comércio

Consumo cresceu 8% até novembro

Em 2022, o consumo de energia no mercado livre se manteve em pleno crescimento. Nos últimos 12 meses, encerrados em novembro, a demanda aumentou 8% e totalizou 25.080 MWmed no mês. Com o resultado, a participação do mercado livre já representa 38% do volume total de energia consumido no Brasil. As expectativas para os próximos ano são positivas e a tendência é crescimento. Além dos preços mais competitivos, a permissão para ingresso de todos os consumidores conectados em alta tensão no segmento deve impulsionar a demanda. 

De acordo com os dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), em Minas Gerais, de toda energia consumida, a participação do mercado livre é de 52%, perdendo apenas para o Pará, 53%. A demanda maior é resultado dos preços mais competitivos, uma vez que, em média, o valor da energia é 38% menor que a tarifa praticada pelas distribuidoras.  

O diretor da CMU Comercializadora de Energia, Walter Luiz de Oliveira Fróes, explica que o mercado livre de energia está em expansão e que 2022 foi um ano muito positivo para o setor.

“O ano de 2022 foi espetacular para o mercado livre de energia, com crescimento em todas as atividades. O cenário traçado pelo governo foi muito positivo também, com a portaria que vai liberar o mercado como um todo”.

A portaria do Ministério de Minas e Energia foi publicada no final de setembro e permite que todos os consumidores conectados em alta tensão possam aderir ao mercado livre de energia elétrica a partir de 2024. Este é considerado o maior avanço desde 1995 para a liberalização de um mercado hoje restrito principalmente a grandes e médias empresas.

Esse grupo de consumidores beneficiados, que poderão migrar a partir de 1º de janeiro de 2024, é composto principalmente por empresas com faturas mensais de energia superiores a R$ 10 mil.

“O momento atual é de expectativa total com a mudança de governo. Não sabemos se isso vai ser mantido ou se teremos alterações, já que o governo que venceu as eleições não tem postura liberal. O mercado está bem apreensivo com o rumo que isso vai tomar”, disse Fróes.

Clima favorável

Em termos de preços, devido ao clima favorável no início do ano, os preços da energia no mercado livre estão no piso, o que é vantajoso para todas as partes. 

“Tivemos um verão excepcional de 2021 para 2022 e o mesmo está se desenhando de 2022 para 2023. Nossa expectativa é o piso de Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para o ano todo e energia barata, o que é muito bom para todo mundo”. 

Ainda segundo  Fróes, pegando a média de preços para o primeiro semestre, o valor da energia convencional está próximo a R$ 60 a R$ 70 por Megawatts hora. Para o ano todo, o valor deve chegar a R$ 100. “Muito barato e abaixo do custo unitário de investimento”, disse.

De acordo com a Abraceel, as unidades consumidoras no mercado livre de energia já somam 30.083, um aumento de 17% no intervalo. Nos últimos 12 meses, 4.408 unidades aderiram ao mercado livre. 

A redução de preços da energia no mercado livre gira em torno de 48%. Enquanto a tarifa média das distribuidoras  está cotada, em média, a R$ 278/MWh, o preço de longo prazo do mercado livre é de R$ 146/MWh.

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