PLD SE/CO (R$/MWh) NORDESTE (R$/MWh) NORTE (R$/MWh) SUL (R$/MWh)
  • 490,00
  • 420,00
  • 350,00
  • 280,00
  • 210,00
  • 140,00
  • 70,00
  • 0,00
  • 16/02
    a 22/02
  • 23/02
    a 01/03
  • 02/03
    a 08/03
  • 09/03
    a 15/03
  • 23/03
    a 29/03
Histórico do PLD

Notícias | Mídia

Em 5 anos, Itaipu deve zerar dívidas e ter receita anual livre de US$ 2 bi

Maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia terá de equacionar os interesses de Brasil e Paraguai
Ingrid Soares , Simone Kafruni / Correio Brasiliense (26/03/2018)

A usina hidrelétrica Itaipu Binacional tem potencial para, em cinco anos, entrar no mercado internacional e investir em novos projetos de energia. Em 2023, quando o tratado que a criou completar 50 anos, a dívida terá sido zerada, o que representará uma receita anual livre de US$ 2 bilhões. Além disso, terá enorme capacidade de alavancagem em dólares — sua geração de caixa é em moeda norte-americana — e poderá seguir o exemplo da China Three Gorges Corporation, responsável pela usina Três Gargantas, maior do mundo em capacidade instalada e segunda em geração de energia, atrás da própria Itaipu. Para isso, no entanto, os governos de Brasil e Paraguai precisam alinhar seus interesses, o que não será tarefa fácil, avaliam especialistas.

O diretor-geral brasileiro, Luiz Fernando Leone Vianna, explica que Itaipu é um dos primeiros casos de project finance pago pelo próprio empreendimento. “A dívida, hoje, representa 62% do orçamento da usina, cerca de US$ 2 bilhões por ano. Em 2023, estará 100% paga”, diz. Mesmo ano em que o anexo C do tratado de Itaipu precisará de revisão, por tratar das condições comerciais do acordo, como royalties e tarifas. O anexo A é o estatuto, e o B, a descrição das instalações.

Vianna ressalta que, atualmente, Itaipu pratica a tarifa pelo custo e gasta apenas o que arrecada. “O empreendimento foi construído para não dar lucros. Como vamos acabar de pagar as dívidas, se a tarifa continuar pelo custo, pode ser reduzida em 60%, mas, se for de mercado, temos outras opções”, destaca. O diretor-geral afirma que Itaipu não precisa se manter uma empresa de uma só usina. Pode — e deve, segundo ele — investir em outros empreendimentos. “Temos uma usina muito similar à Itaipu na China, Trhee Gorges Corp., que está investindo no mundo todo, inclusive no Brasil”, compara. Itaipu é a segunda maior em capacidade, embora, historicamente, seja a maior geradora mundial, por ter entrado em operação em 1984, enquanto a chinesa começou a gerar em 2004.

Além disso, Vianna alerta que Brasil e Paraguai precisam começar a debater as novas regras desde já. “Isso pode ser difícil, em virtude do ano eleitoral aqui. Mas a discussão não pode passar de 2019”, avisa. Isso porque, por enquanto, o Paraguai é obrigado a vender para o Brasil, em cessão, a energia que não usa. Como consome menos de 15% da sua metade, o Brasil tem disponível mais de 90% do total se considerar os seus 50% mais o excedente do parceiro. Porém, a economia do país vizinho está em expansão e um estudo paraguaio estima que, até 2029, utilizará toda sua parte.

 “Há um grande desafio pela frente por conta da revisão do anexo C. O Paraguai pode não querer renovar a cessão do excedente e usar essa energia para o desenvolvimento da indústria paraguaia”, avalia Mario Menel, presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase). Segundo ele, o país desenvolve uma política de atração de empresas, inclusive, brasileiras. “Isso é uma dificuldade estratégica porque o Brasil vai precisar repor essa energia”, alerta.

Garantia

Em 2016, Itaipu bateu um recorde mundial com a geração de mais de 103 milhões de megawatts/hora (MW/h). No ano passado, foram 96,4 milhões de MW/h. “Se o Brasil não puder contar com boa parte disso, é bom começar o planejamento já. O Ministério de Minas e Energia vai ter que contratar essa energia de outro lugar ou construir novas usinas. Só 50% são garantidos”, assinala o diretor-geral da binacional, Luiz Fernando Vianna.

O Paraguai utiliza apenas três máquinas de Itaipu, as outras 17 são para garantir energia para o Brasil. “Mas existe uma taxa de cessão, que é o que Brasil paga pelo excedente do Paraguai, equivalente a US$ 250 milhões por ano. Mais US$ 320 milhões de pagamento de royalties”, explica. Ainda assim, Vianna afirma que a tarifa praticada, de cerca de R$ 190 por MW/h, é competitiva e ficará mais após o pagamento da dívida. Por isso, defende a rentabilidade de Itaipu.

Para Walter Fróes, diretor da CMU Comercializadora de Energia, a primeira questão a ser debatida é o novo acordo. “A maior preocupação é definir a partição da energia. Mas acho razoável transformar a receita em dividendos e fazer aplicação em outros projetos”, diz.

Já Alexei Vivan, presidente da Associação Brasileira das Companhias de Energia Elétrica (ABCE), espera que a quitação da dívida seja revertida em redução de tarifa. “O país tem necessidade de geração. Para rentabilizar Itaipu, será preciso mudar a lei, porque a usina foi construída para seu resultado ser direcionado à sociedade”, lembra.

 


Outros Artigos
Mara Bianchetti / Diário do Comércio (11/01/2019)
Seminário Invest in Minas - Senai/Fiemg (01/11/2017)
Mara Bianchetti / Diário do Comércio (25/10/2017)
Correio Braziliense (06/10/2017)
Marta Vieira / Estado de Minas (03/10/2017)
Simone Kafruni / Correio Braziliense - DF (03/10/2017)
Cida Paiva / Finestra (02/10/2017)
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE (06/09/2017)
Jornal Estado de Minas (28/08/2017)
Simone Kafruni / Correio Braziliense - DF (23/08/2017)
Mara Bianchetti / Diário do Comércio (21/07/2017)
Simone Kafruni / Correio Braziliense - DF (30/03/2017)
Simone Kafruni / Correio Braziliense - DF (06/10/2016)
Luciane Evans / Estado de Minas (16/08/2016)
Marinella Castro / Estado de Minas (27/05/2016)
Marinella Castro / Estado de Minas (18/05/2016)
Pedro Rocha Franco / Estado de Minas (26/11/2015)
Mara Bianchetti / Diário do Comércio (11/11/2015)
Adenilson Fonseca / Revista Gôndola (01/11/2015)
Tatiana Lagoa / Diário do Comércio (13/06/2015)
Naiara Infante Bertão / Revista Veja (13/03/2015)
Revista Veja, Raquel Beer (07/03/2015)
Daniel Rittner \ Valor Econômico (03/03/2015)
Marinella Castro, Marta Vieira e Simone Kafruni \ Estado de Minas (04/02/2015)
Tatiana Moraes / Hoje em Dia (27/01/2015)
Simone Kafruni / Estado de Minas (22/01/2015)
Naiara Infante Bertão / Revista Veja (20/01/2015)
Pedro Rocha Franco,Célia Perrone,Diego Amorin / Estado de Minas (20/01/2015)
Tatiana Moraes / Hoje em Dia (20/01/2015)
Tatiana Lagôa / Diário do Comércio (30/12/2014)
Matthew V. Veazey|Rigzone Staff (09/12/2014)
Marta Vieira / Estado de Minas (10/11/2014)
Simone Kafruni/ Correio Brasiliense (20/10/2014)
Míriam Leitão e Marcelo Loureiro / O Globo (14/10/2014)
Estado de Minas (07/10/2014)
Simone Kafruni e Bárbara Nascimento / Estado de Minas (24/09/2014)
Diário do Comércio, Tatiana Lagôa (18/09/2014)
Revista Veja, Edição 2389 (03/09/2014)
Marcelo Sakate / Revista Veja - Edição 2388 (24/08/2014)
Marcelo Sakate / Revista Veja - Edição 2386 (08/08/2014)
Simone Kafruni/ Estado de Minas (11/07/2014)
Canal de Energia (02/06/2014)
Tatiana Moraes / Hoje em Dia (29/04/2014)
Janaína Oliveira / Hoje em dia (29/04/2014)
Renée Pereira, O Estado de S.Paulo (25/04/2014)
Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Recursos Humanos (25/04/2014)
Tatiana Lagôa , Diário do Comércio (25/04/2014)
Simone Kafruni e Marta Vieira, Estado de Minas (25/04/2014)
Marinella Castro, Estado de Minas (20/04/2014)
Zulmira Furbino e Antonio Temóteo / Estado de Minas (17/04/2014)
Janaína Oliveira - Hoje em dia (07/04/2014)
Zulmira Furbino - Estado de Minas (26/03/2014)
Renée Pereira - Estado de São Paulo (09/03/2014)
ANA PAULA PEDROSA - O Tempo (12/02/2014)
Zulmira Furbino e Sílvio Ribas - Estado de Minas (11/02/2014)
Cristina Moreno de Castro/ O Tempo (06/02/2014)
Por Daniel Rittner e André Borges | De Brasília - Valor Econômico (06/02/2014)
Por Daniel Rittner, Cláudia Facchini e Rodrigo Polito | De Brasília, São Paulo e Rio - Valor Econômico (31/01/2014)
Rita Mundim, Rádio Itatiaia (31/01/2014)
Luisa Rotsen e Walter Fróes, da CMU Comercializadora, para a Agência CanalEnergia, Artigos e Entrevistas (01/08/2013)
Kevin Begos, Associated Press for The Wall Street Journal (24/07/2013)
Sílvio Ribas, Correio Braziliense (23/07/2013)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (13/07/2013)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (04/05/2013)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (20/03/2013)
Mário Fontana, Estado de Minas (17/03/2013)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (21/02/2013)
Mateus Parreiras e Zulmira Furbino, Estado de Minas (25/01/2013)
Tatiana Morais , Hoje em Dia (17/01/2013)
Zulmira Furbino, Enviada Especial e Sílvio Ribas, Estado de Minas (13/01/2013)
Sílvio Ribas, Correio Braziliense (08/01/2013)
Zulmira Furbino e Sílvio Ribas, Estado de Minas (08/01/2013)
Sílvio Ribas, Correio Braziliense (08/01/2013)
Sílvio Ribas e Zulmira Furbino, Estado de Minas (27/12/2012)
Walter Fróes e Ana Claudia Pereira da Silva, CMU Comercializadora de Energia (15/12/2012)
Walter Fróes, da CMU Energia, Artigos e Entrevistas (10/12/2012)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (29/11/2012)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (28/11/2012)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (09/10/2012)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (05/10/2012)
Tatiana Lagôa, Diário do comércio (29/09/2012)
Tatiana Lagoa (28/09/2012)
TATIANA LAGÔA (26/09/2012)
Daniel Rittner, Valor Ecocômico (19/09/2012)
Ana Luiza Daltro, Veja (17/09/2012)
Mário Fontana, Estado de Minas (12/09/2012)
Fernanda Magalhães e Walter Fróes, Diretores da CMU Comercializadora de Energia (16/08/2012)
Bruno Porto, Hoje em Dia (21/04/2012)
Walter Fróes e Felipe Quaresma para Estado de Minas (20/04/2012)
Daniel Rittner, Valor Econômico (03/04/2012)
Zulmira Furbino, Estado de Minas (21/03/2012)
Alexandre Salvador, Veja (12/12/2011)
Daniel Rittner, Valor Ecocômico (23/11/2011)
Daniel Rittner, Valor Ecocômico (23/11/2011)
Walter Fróes, CMU Comercializadora de Energia (16/11/2011)
Mário Fontana, Estado de Minas (12/03/2011)
© Copyright 2013
CMU | Av. Brasil, 1666/ 16 andar - Funcionários - Belo Horizonte - MG / (31) 3262.0722